UNIVERSIDADE CATÓLICA DOM BOSCO
Acadêmicos: Paulo Vitor Girelli Coelho
Suzana da Cruz Malaquias
Thieli Zanchett
Anfíbios
Discussão
O esôfago de Rana catesbeiana é semelhante ao de peixes Teleostei, que também é curto, largo em secção transversal e pouco distinto do início do estômago. O esôfago dos Anuros se difere quanto a estrutura anatômica de outros grupos de anfíbios, sendo alongado no Caudatas e longo e de pequeno calibre em Gymnophiona.
De acordo com Andrew e Hickman (1974) a parede esofágica de anfíbios se consiste em quatro camadas principais: mucosa, submucosa, muscular e adventícia. A parede é composta pela mucosa e pela túnica muscular, em virtude da ausência da camada muscular da mucosa, confrontando a afirmação dos autores.
Em anfíbios o tamanho e a forma das células epiteliais variam de acordo com a localização nas pregas, as células que estão nas criptas são mais baixas que as que estão nas cristas, sendo encontrados três tipos de células: cúbica ciliada, mucosa e fusiforme. A descrição acima está de acordo com os autores (NORRIS, 1960; REEDER, 1964; ANDREW & HICKMAN, 1974; DUELLMAN & TRUEB, 1986; SANTANA & MENIN, 1995). Esses autores confirmam a descrição da histologia esofágica feita por Zamith (1952), que registrou a presença de células calicícolas em grande número, e o aspecto pseudoestratificado bem evidente.
O muco produzido pelas células mucosas é de grande importância funcional, uma vez que auxilia na condução do alimento, além de evitar excessiva abrasão ao epitélio esofágico. As células ciliadas atuam na limpeza do epitélio auxiliando na remoção de partículas alimentares remanescentes.
Foram observadas somente células musculares lisas na túnica muscular de R. catebeiana, o que dificulta a regurgitação do alimento, diferentemente do que é visto nesse órgão, nos mamíferos e na maioria dos peixes Teleostei. Essa fato sugere que a fase voluntaria da deglutição do alimento nos anfíbios é mais curta que nos peixes. O mesmo pode ser considerado quanto a duração desse evento em Rana catesbeiana, sendo fundamentada essa consideração na estrutura da túnica muscular esofágica.
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