Curso de Psicologia
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PERFIL DO CURSO
Histórico
Concepção
Finalidade
Objetivos
Profissional Pretendido
ESTRUTURA CURRICULAR
Plano de Ensino
Quadro de Disciplinas
Reg. de Estágio
Corpo Docente
Ativ. Complementares
Horário de Aulas
Horário de Coordenação
OUTROS
Código de Ética Profissional do Psicólogo
Atribuições Profissionais do Psicólogo no Brasil
Carta de Princípios do Fórum Permanente de Educação Inclusiva
ARQUIVOS
Trabalho Final de Curso
Arquivos para Download
CONTATO
Contato:
psic@ucdb.br

Coordenador:
Msc Eveli Freire Vasconcelos
ACESSOS
5925 acessos

PERFIL DO CURSO
Concepção

PERFIL DO CURSO


 


- Justificativa da oferta do curso (demandas sociais e historicidade)


- Perfil do Curso (Concepção e Princípios, Proposta norteadora para construção da grade curricular)


 


- Justificativa da oferta do curso


1. As necessidades sociais do curso de Psicologia da UCDB no Estado de Mato Grosso do Sul.


A regulamentação da profissão de Psicólogo através da promulgação da Lei 4119, de 27 de agosto de 1962, foi seguida por ato do Conselho Federal de Educação, que através do Parecer 403, de 1962, fixou o currículo mínimo e a duração do curso de Psicologia que passou a vigorar no ano seguinte determinando funções privativas do psicólogo e possibilitando a obtenção de títulos de Bacharelado, Licenciatura e Formação de Psicólogo. Este fato pressupõe uma demanda da sociedade brasileira naquele momento histórico, já que desde o início do século passado eram conhecidas e exercidas as chamadas "práticas psicológicas", cujo saber era ministrado através de outras áreas do conhecimento como a Teologia, o Direito, a Medicina, a Pedagogia, Filosofia e cujos pressupostos científicos e técnicos referiam-se ao desempenho da Psicologia enquanto Ciência e Profissão principalmente na Europa e posteriormente também nos EUA.


Desde então a formação e atuação do Psicólogo no Brasil se realiza conforme o espírito da lei, para a prática generalista, à medida que o profissional psicólogo é habilitado para atuar em qualquer área da Psicologia. Vinte e três anos após a regulamentação, o Conselho Federal de Psicologia elaborou o primeiro documento para integrar o Catálogo Brasileiro de Ocupações do Ministério do Trabalho, onde se identificam as seguintes áreas de atuação: Psicólogo Clínico (onde já se vêem descrições de atividades típicas do que se vem denominando Psicologia Hospitalar ou Psicologia da Saúde), Psicólogo do Trabalho (e não mais portanto Psicólogo Industrial ou Industrialista), Psicólogo do Trânsito, Psicólogo Educacional, Psicólogo Jurídico (ainda sem as atividades típicas do que se está denominando Psicologia Militar), Psicólogo do Esporte, Psicólogo Social e Professor de Psicologia (segundo grau e superior). O Conselho Federal de Psicologia reconhece ainda áreas de especialidades e oferece informações sobre as expectativas com relação a estas atuações.


Percebe-se, portanto, que no decorrer destes 46 anos, a demanda social do profissional Psicólogo cresceu consideravelmente e, além das lutas corporativas pela ocupação de espaços institucionais e por área de atuação que marcaram a história da Psicologia no Brasil, o mercado de trabalho, passa por sensíveis alterações e, ao lado das consideradas "áreas tradicionais" configuram-se cada vez mais "áreas emergentes". As transformações em curso no panorama mundial e fatores como a globalização da economia e a velocidade com que são processadas as informações alteram a dinâmica das relações entre nações até as cotidianas relações interpessoais e mesmo intrapessoais, considerando-se as demandas individuais internas resultantes destes processos.


Na medida em que estas transformações econômicas e socio-culturais consolidam-se, delineia-se novas realidades, às quais as pessoas, de um modo geral, precisam aceitá-las ou criar condições para transformá-las considerando sua saúde e desenvolvimento e, estas questões, dizem respeito diretamente à função do Psicólogo na sociedade.


Uma destas novas realidades, no cenário mundial, é a formação de parcerias para enfrentar as crises econômicas e sociais resultantes de um processo político-histórico, e que de alguma forma promove alteração de toda ordem no dia-a-dia das pessoas .


Na América Latina , tomando como base a união destas sociedades, surge o Mercosul. O Mercosul aparece como possibilidade de desenvolvimento e respeito para a América Latina e, neste espaço econômico e geográfico, o Brasil ocupa lugar de destaque e, especialmente no que nos diz respeito. Se tais mudanças apontam para uma expansão da área de atuação do Psicólogo, tanto no  aumento da procura aos serviços já tradicionais oferecidos pela Psicologia, como na construção de  novos espaços de atuação deste profissional ou ainda o intercâmbio da produção científica, torna-se inevitável e fundamental que a formação seja dinâmica, para que, quando o Psicólogo for solicitado a desenvolver determinada atividade, mostre competência nesta atividade, para se justificar e ampliar o mercado de trabalho.


Neste movimento de vaivém de necessidades sociais/ofertas e ações profissionais é que tem surgido às inquietações sobre a formação do Psicólogo.


Daí, o currículo do curso de Psicologia, no que concerne à formação do psicólogo, necessitar traduzir um conjunto de valores, desempenhos e habilidades, capazes de promover uma capacitação básica para que o formando possa lidar com o "fenômeno psicológico colado à realidade social".


Desde 1975 até 2000 (com a criação do curso, com seu reconhecimento na   Licenciatura  26/06/1978 e autorização para funcionamento da habilitação de Psicólogo em 24/09/1979) a estrutura curricular  do curso  de Psicologia funcionou, sem sofrer significativas modificações estruturais no decorrer deste período. O currículo consistia de 10 semestres, com disciplinas que "oportunizavam" ao acadêmico duas habilitações: a Licenciatura Plena em Psicologia (8 semestres) e a Formação de Psicólogos (10 semestres). Neste período algumas mudanças parciais foram introduzidas nas práticas acadêmicas, de reorganização de programas, redistribuição de carga horária de ensino e do funcionamento das disciplinas.


Enquanto não conquistávamos legalmente as novas diretrizes curriculares e com a convicção de que uma Universidade, um Curso, uma Formação, não se faz apenas com normas e regulamentos, mas principalmente com seu projeto e o espírito que está ao redor dele, é que buscamos mudanças mais efetivas no projeto pedagógico do curso a partir de 2000, por meio de:


1. discussões dos documentos dos Conselhos Federais e Regionais de Psicologia;


2. identificação das características do profissional que se pretende formar, norteada pelas diretrizes filosóficas e objetivos da UCDB;


3. de características essenciais e necessidades apontadas por alunos e professores;


4. de diretrizes Curriculares elaboradas pela Comissão de Especialistas em Ensino de Psicologia instituídas pelo MEC (Resolução nº8 de 7 de maio de 2004, publicado no DOU nº 94, de 18 de maio de 2004, seção 1, p. 16/17);


5. do contexto político-econômico de Mato Grosso do Sul.


As mudanças também visaram desenvolver valores, conhecimentos e ações na perspectiva do objeto da psicologia que se constitui ao mesmo tempo em que constrói a realidade. Daí destacamos o contexto social de Mato Grosso do Sul em seu referencial político - econômico de desenvolvimento que apontam conflitos geradores de necessidades sociais para a ação da Psicologia.


Todos os levantamentos sinalizavam necessidades de mudanças profundas no nível estrutural de todos os cursos de graduação com ênfase para o de Psicologia.


 


 


 


 


2. Processo desencadeado


Foram necessários vários ajustes na atual proposta curricular do curso de psicologia  face as demandas que foram sendo apresentadas pelas diretrizes curriculares. Neste sentido foi desencadeado alguns procedimentos, entre eles:


1- Adequação dos princípios e objetivos da formação;


2- Adequação do conteúdo curricular do curso, considerando as Diretrizes Curriculares elaborada pela Comissão de Especialistas em Ensino de Psicologia instituídas pela Ministério da Educação;


3- Atenção profunda às necessidades sociais e subjetivas: o envelhecimento da população,  a violência em suas mais diversas manifestações (urbana,  os suicídios, assassinatos, fenômeno das gang´s, acidentes de trânsito), exercício da cidadania comprometido; os excluídos não conhecendo seus direitos; crianças com ausência do convívio familiar; crianças com dificuldade  de sobrevivência por miséria; ausência de uma escolarização adequada em todos os níveis; professores não adequadamente preparados; sofrimento no trabalho (stress, doenças psicossomáticas, dependência química, absenteísmo, rotatividade, conflitos intra e interpessoais, inveja, competição, etc.); aliciamento de crianças/adolescentes para atividades ilícitas; a corrupção, a falta de compromisso com a coletividade,  etc.


 


Implantamos algumas reformulações a partir do ano 2000 e novas estruturas foram se consolidando e, a partir do ano de 2007 foi atendida as demandas apontadas pelas diretrizes curriculares por meio da resolução nº8, de maio de 2007 e documentos da ABEP – Associação Brasileira de Ensino de Psicologia e Conselho Federal e Regionais em Psicologia.


Mesmo sendo considerado conceito “A” pela avaliação do MEC/SESu em 2000, as demandas sociais de Mato Grosso do Sul e do Brasil continuam apontando  carências científicas e de atendimentos populacionais abrangentes, o que mobiliza essa constante necessidade de ajustamento curricular a que o curso vem organizando.


O nosso curso vem buscando, tanto na produção científica quanto na formação profissional, uma ampliação de seus serviços à população rompendo as dificuldades a que estão sujeitos como o desemprego, a exclusão e ausência de compromisso social.

O Curso de Psicologia a Psicologia busca abranger uma formação acadêmica e de produção científica da Psicologia, adequada às necessidades de saúde da população de forma efetiva gerando respostas às necessidades sociais e inserção profissional da categoria nos diversos setores da sociedade, entre eles: Sistema Único de Saúde, Sistema Educacional, Sistemas Empresariais, Assistência Social compreendendo as esferas públicas e privadas